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Os 8 principais alérgenos alimentares; Entenda a diferença entre Alergia Alimentar e Alérgenos Alimentares.

Os 8 principais alérgenos alimentares; e a diferença entre Alergia Alimentar e Alérgenos Alimentares.

A alergia alimentar é uma reação atípica do sistema imunológico a determinadas proteínas presentes nos alimentos, que são chamadas de alérgenos alimentares. Neste blogpost nós vamos aprofundar neste assunto para você entender melhor as diferenças entre eles.

Você sabe o que são as alergias alimentares?

Não? Então, imagina o seguinte: nosso corpo é um sistema vivo, quase como uma cidade. Com o tempo, ele cresce e muda. E assim como uma cidade é composta por partes menores (as casas), o corpo humano também é: suas partes menores são as células.

Nesse esquema todo, está presente o nosso sistema imunológico, que é como uma muralha cheia de arqueiros e que possui a função de defender o nosso organismo, atacando as substâncias que possam ser nocivas pra gente, como toxinas, bactérias e vírus.

As alergias alimentares são reações atípicas do nosso sistema imunológico desencadeadas pela ingestão – ou contato – de algumas proteínas presentes em certos alimentos. Ou seja, nossa muralha ataca de forma atípica certas proteínas que estão nos alimentos. Essas proteínas são chamadas de alérgenos alimentares.

As alergias alimentares podem ocorrer em qualquer momento da vida. Porém, segundo o Conselho Brasileiro sobre Alergia Alimentar (CBAA), é na infância que os quadros de alergias costumam surgir. Além disso, há a possibilidade de alergias surgirem na infância e desaparecerem depois de alguns anos ou persistirem até a fase adulta, a depender do alimento e do mecanismo imunológico que estão envolvidos.

Segundo o CBAA, estima-se que a prevalência destas alergias seja de 6% a 8% em crianças menores de três anos e de 3,5% em adultos, aproximadamente. Agora que entendemos o que é uma alergia alimentar, vem a dúvida: quais são os principais alérgenos alimentares.

OS 8 PRINCIPAIS ALÉRGENOS ALIMENTARES

De acordo com o Conselho Brasileiro sobre Alergia Alimentar, define-se como um alérgeno alimentar “qualquer substância capaz de estimular uma resposta de hipersensibilidade”.[1]

Embora mais de 170 alimentos sejam classificados como potencialmente alergênicos e, em tese, qualquer alimento possa desencadear uma reação alérgica, existem oito alimentos que são responsáveis por causar cerca de 80% das manifestações de alergias alimentares. São eles: leite de vaca, ovo, trigo, soja, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos.

Confira abaixo os principais alérgenos alimentares presentes em cada um desses alimentos citados.

  • Leite de Vaca: apresenta caseínas e proteínas do soro, como a alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina e albumina.
  • Ovo: a clara possui albumina, ovoalbumina e ovomucoide. Já a gema carrega a proteína lipovitelina, fosvitina e lipoproteína. E o plasma leva a livetina e a lipoproteína.
  • Trigo: a gliadina e a glutenina representam 80% das proteínas no trigo. Quando são unidas pela adição da H2O, elas formam o glúten.
  • Soja: possui a proteína alérgica globulina.
  • Amendoim: contém albuminas e globulinas.
  • Castanhas: são incluídas a castanha-do-pará, avelã, castanha de caju, pistache, nozes e amêndoas. Todas possuem prolaminas e Cor a 9.
  • Peixes: as principais espécies que desencadeiam alergias são o peixe-espada, linguado e salmão. A proteína presente é a parvalbumina.
  • Crustáceos: neste grupo estão o camarão, caranguejo, lagostim, lagosta e pitu. Todos apresentam a proteína tropomiosina em comum.

COMO SABER SE SOU ALÉRGICO A ALGUM ALIMENTO?

Você pode estar pensando assim: “mas eu nunca comi esse alimento X aqui… como eu vou saber se sou alérgico a ele?”. A verdade é que, geralmente, a gente não sabe se é ou não alérgico a algo até ter de fato uma reação alérgica.

De modo geral, as manifestações alérgicas ocorrem logo após a exposição ao alimento e são variadas, apresentando sintomas que podem ser respiratórios, gastrointestinais, cutâneos, cardiovasculares e/ou sistêmicos.

A severidade das reações alérgicas depende da sensibilidade do indivíduo a determinado alérgeno, podendo ser leves (causando, por exemplo, vermelhidão na pele e coceira) ou mais graves (causando choques anafiláticos e fechamento de glote, com risco potencial de óbito).

Para você ficar atenta(o) a possíveis reações alérgicas, aqui estão os principais sintomas que são desencadeados, divididos pelos sistemas do corpo humano:

  • Reações cutâneas: vermelhidão na pele, coceira, urticária (lesões) com ou sem inchaço nos olhos, boca e orelhas.
  • Reações gastrointestinais: coceira e prurido nos lábios e céu da boca, inchaço de língua ou lábios, dor abdominal, diarreia, vômitos e refluxo.
  • Reações respiratórias: congestão nasal, coceira, espirros, tosse, falta de ar e chiado no peito.
  • Reações cardiovasculares: aumento da frequência cardíaca, queda da pressão arterial, tontura e desmaios.
  • Reações sistêmicas: choque anafilático. Essa é a reação alérgica de nível mais grave e que pode levar a pessoa a óbito.

É importante ressaltar que, para se suspeitar de ter alguma alergia alimentar, pelo menos um desses sintomas deve se apresentar após o contato ou a ingestão de determinado alérgeno alimentar. Além disso, tome nota de que as reações variam de pessoa para pessoa!

DIAGNÓSTICO DE UMA ALERGIA ALIMENTAR

De acordo com o Conselho Brasileiro sobre Alergia Alimentar, “estima-se que os fatores genéticos exerçam papel fundamental na expressão da doença alérgica, especialmente nas formas mediadas pela IgE”.²

Apesar de, no momento, não haver nenhum teste genético disponível para diagnosticar alguma predisposição a alergias alimentares, o histórico familiar de atopias (tendência hereditária a desenvolver certas manifestações alérgicas), segundo o Conselho, ainda é o melhor indicativo de risco para o aparecimento de alguma alergia.

Para se diagnosticar uma alergia alimentar, há vários testes que podem ser feitos, como um teste cutâneo, um teste de IgE específico para determinado alérgeno ou até mesmo uma dieta de eliminação do alérgeno ao qual você é sensível. É importante lembrar que só o médico pode entender qual o melhor caminho a seguir e qual será o melhor teste para o seu caso. Então, no caso de suspeitas, procure um médico!

Caso você esteja tendo uma crise alérgica, o ideal é procurar um hospital o mais rápido possível, uma vez que as reações podem ser graves e, em casos extremos, levar à morte. Contudo, reações alérgicas leves geralmente são tratadas com anti-histamínicos ou com corticoides. Vale reiterar que as reações variam de pessoa para pessoa, a depender da gravidade dos sintomas. Além disso, não se esqueça que só o médico pode receitar o melhor remédio para tratar a sua reação alérgica!

NA FÁBRICA DA GRANI AMICI

Você já parou pra pensar em como as empresas te protegem contra a contaminação cruzada de alérgenos durante a produção do alimento?

Na indústria alimentícia, durante a produção ou manipulação dos alimentos, a contaminação cruzada é uma das principais causas para a presença de alérgenos alimentares nos produtos finais e, consequentemente, para o desencadeamento de reações alérgicas em consumidores sensíveis.

Desse modo, a Anvisa estabelece, por meio do RDC 26/2015, que as empresas devem implementar o Programa de Controle de Alérgenos (ou PCAL).

Esse programa foi estabelecido pela a Anvisa e, segundo a agência, tem como intuito “a identificação e o controle dos principais alimentos que causam alergias alimentares e para a prevenção da contaminação cruzada com alérgenos alimentares em qualquer estágio do seu processo de fabricação, desde a produção primária até a embalagem e comércio”.³

Vamos lembrar que a contaminação cruzada geralmente ocorre com substâncias tão pequenas, que são invisíveis a olho nu! Assim, é a implementação do PCAL que permite identificar e controlar os principais alimentos que causam alergia e, então, prevenir a contaminação cruzada por alérgenos alimentares no produto final.

Ou seja, se há a possibilidade de contaminação cruzada na indústria, a implementação do PCAL é obrigatória, além de ser um processo extremamente importante para as empresas que atuam na área alimentícia.

Dessa forma, o consumidor que possui algum tipo de alergia recebe informações claras, precisas e confiáveis a respeito das substâncias alergênicas presentes no produto final adquirido nas gôndolas dos mercados.

Aqui na Grani Amici, esse processo é implementado e seguido à risca através do nosso Programa de Controle de Alergênicos que tem o objetivo de estabelecer procedimentos para o controle adequado de produtos alergênicos em nossa planta industrial, prevenindo a contaminação cruzada; além de visar uma comunicação clara, ética e responsável com os nossos fornecedores, clientes e consumidores.

Todos os ingredientes que chegam na nossa fábrica são controlados através de uma homologação prévia rigorosa de cada um de nossos fornecedores.

Também realizamos exames laboratoriais periódicos, internos e externos, a fim de garantir a segurança dos nossos alimentos. Além disso, toda matéria-prima, insumo ou material de embalagem possui uma ficha técnica, na qual está contida uma lista com todos os alergênicos que possam estar presentes neles, de forma intencional ou mesmo através da contaminação cruzada.

Dessa forma, garantimos que insumos que contenham qualquer alérgeno alimentar não declarado nos rótulos dos produtos da Grani Amici não entrem nas dependências da empresa.

Assim, nós garantimos que nossos produtos sejam, além de deliciosos, 100% seguros para todos que possuam restrições ao glúten, leite ou lactose!

Nossos consumidores sempre saberão com clareza quais alérgenos estão presentes em nossos produtos e podem sempre ter a confiança de que não haverá a presença de nenhum outro além daqueles que já declarados.

ROTULAGEM

Agora vamos supor que você vá ao mercado e escolha um produto bem gostoso da prateleira! Como saber que tipo de alérgeno alimentar esse produto pode conter?

É simples! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ou Anvisa), através do RDC 26/2015, estabelece que os rótulos de alimentos industrializados devem defender o consumidor e, portanto, devem informar se existe ou não a presença dos seguintes alérgenos: trigo, centeio, cevada, aveia (e suas estirpes hibridizadas), peixes, noz, amendoim, soja, ovos, leite (de todos os mamíferos), amêndoa, avelã, crustáceos, castanha-de-caju, castanha-do-pará, macadâmia, pinoli, pecã, pistache e castanhas.

Desse modo, nas embalagens de alimentos que possuam em sua composição ingredientes que são considerados como alérgenos alimentares, o rótulo deve, por lei, trazer a descrição: “Alérgicos: contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados” ou mesmo “Alérgenos: pode conter derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.

Caso exista a possibilidade de ter acontecido contaminação cruzada (que é o processo de contaminação de um alimento que não possui certo alérgeno em sua composição através do contato com tal alérgeno, geralmente durante o processo de produção e/ou manipulação do produto), no rótulo deve constar: “Alérgicos: pode conter (nome dos alimentos que causam alergias alimentares)”.

Também segundo a RDC 26/2015, “no caso dos crustáceos, a declaração deve incluir o nome comum das espécies da seguinte forma: “Alérgicos: Contém crustáceos (nomes comuns das espécies)”, “Alérgicos: Contém derivados de crustáceos (nomes comuns das espécies)” ou “Alérgicos: Contém crustáceos e derivados (nomes comuns das espécies)”, conforme o caso.[4]

Além disso, não se pode esquecer que cada alimento possui uma composição diferente. Então, é importante sempre lembrar de conferir o rótulo de cada produto, antes de comprar, e se certificar que o produto não possua o alérgeno ao qual você é sensível.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o SAC da empresa fabricante do alimento para ter certeza de que o mesmo seja seguro à sua saúde.

Rótulo de alimento sem glúten da Grani Amici
Rótulo de alimento sem glúten da Grani Amici

Entendeu como funcionam as alergias e os alérgenos alimentares?

Em resumo: o Alérgeno Alimentar é qualquer proteína, incluindo proteínas modificadas e frações proteicas, derivada dos principais alimentos que causam alergias alimentares.

E a Alergia Alimentar são reações adversas mediadas pelo sistema imunológico que ocorrem em indivíduos sensíveis após o consumo ou contato com determinado alimento que contenha uma proteína com potencial alergênico.

Quais os principais alérgenos alimentares?
Quais os principais alérgenos alimentares?

Vale ressaltar que, na Grani Amici, os ingredientes considerados como alérgenos e que estão presentes em nossos produtos são: ovos, amêndoas, castanha de caju e derivados da soja. Nenhum outro, ok?! Além disso, nossos produtos são completamente livres de glúten, leite e lactose.

Também sempre mantemos as descrições da lista de ingredientes e alérgenos dos nossos produtos em nosso site. Na dúvida: só conferir aqui!

Com tudo isso em mente, convidamos você a experimentar alguns dos nossos produtos, super deliciosos e seguros! Aproveite e conheça também a nossa Granilover Box, uma assinatura mensal na qual você receberá vários dos nossos produtos no aconchego da sua casa! Tudo para aproveitar o melhor da vida sem glúten ao nosso lado! Você não vai ficar de fora, né?!

Granilover Box - A caixa de assinatura da Grani Amici feita para alérgicos e intolerantes alimentares!
Granilover Box – A caixa de assinatura da Grani Amici feita para alérgicos e intolerantes alimentares!

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[1] Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 1 – Etiopatogenia, clínica e diagnóstico. Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

[2] Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 1 – Etiopatogenia, clínica e diagnóstico. Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

[3] https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inspecao/produtos-vegetal/legislacao-1/biblioteca-de-normas-vinhos-e-bebidas/resolucao-rdc-no-26-de-2-de-julho-de-2015.pdf/view

[4] https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inspecao/produtos-vegetal/legislacao-1/biblioteca-de-normas-vinhos-e-bebidas/resolucao-rdc-no-26-de-2-de-julho-de-2015.pdf/view

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